Cosmologia
Os mundos da mitologia nórdica
Não há uma clara definição sobre os mundos da mitologia nórdica, pois muitos se sebrepõe e vários nomes são utilizados, designando, normalmente, o mesmo lugar. Diferentemente de outras culturas mitológicas, na nórdica não há uma clara definição sobre os lugares que, as vezes, são separados por mares ou oceanos, não constituindo mundos separados na acepção da palavra. Deste modo, podemos verificar a existência de nove mundos, conhecidos como os Nove Mundos da Mitologia Nórdica, que podem ser considerados os principais:
Asgard - Mundo dos deuses Aesir (deuses da gurra). Os Vikings mortos com glória e honra em batalha eram selecionados pelas Valquírias e seguiam para um palásio mágico, o Castelo de Valhala, que situa-se em Asgard. Esses guerreiros mortos dessa forma eram chamados de Einherjar.
Midgard - Mundo dos seres humanos.
Jotunheim - É o mundo de dois tipos de gigantes: os de rocha e os de neve.
Vanaheim - Mundo dos deuses Vanir (deuses da agricultura, natureza e etc). Este mundo estaria situado em Asgard, no nível mais elevado do universo.
Alfheim - Lar dos elfos. Mundo dos elfos. Elfos luminosos nesse caso.
Musphelheim - "Casa da desolação". "Pais do fogo". Zona quente onde dizia terem se originados os primeiros seres vivos. Morada dos gigantes de fogo e de seu mestre, Sultur. É o mais poderoso deles, como diz a Edda Poética, e diz-se que será quem combaterá os sobreviventes do Ragnarök. A partir das faíscas de Musphelheim foram criados os planetas, cometas e estrelas.
Svartalfheim - Lar dos elfos escuros. As vezes confundidos com o lar dos anões.
Nidavellir - Lar dos anões. As vezes confundidos com o lar dos elfos escuros. Nidavellir se localiza nos subterrâneos de Midgard, mas separado de Niflheim e Svartalfheim.
Niflheim - É o reino do gelo e do frio. Lá reside os que não morrem em batalha juntamente com anões e gigantes. Hel, filha de Loki, é quem governa Niflheim, sendo que o próprio Odin a apontou pessoalmente para essa função. Metade do corpo de Hel é de uma linda mulher, enquanto a outra metade encontra-se em decomposição. Niflheim possui vários níveis. Um desses níveis destina-se aos herois e deuses, onde Hel poreside festividades entre eles. Outro nível destina-se aos idosos ,doentes e pessoas que foram incapazes de morrer gloriosamente no campo de batalha e entrar no Valhala. O nível mais baixo de Niflheim assemelha-se a versão cristã do inferno, onde maus são forçados a viver para sempre. O palásio de Hel chama-se Elvidner, sua mesa era a fome, sua faca a inanição, o atraso seu criado, a vagareza sua criada, o precipício sua porta, a preocupação sua cama e os sofrimentos formavam as paredes de seus aposentos. É quem define para onde cada pessoa morta por velhice, doença ou outra causa que não morta com honra em batalha, vai. A personalidade de Hel deifere da dos deuses do mundo inferior de demais mitologias: ela não é boa nem má, simplesmente justa.
Völuspá: A origem do Mundo
No Völuspá, Odin, deus principal do panteão dos nórdicos, conjura do espírito de um Völva morto (Shamn ou Sybil) e requer que este espírito revele o passado e o futuro. O espírito se mostra relutante: "O que vocÊ pede de mim? Porque você me tenta?"; mas ela se encontra morta não mostra nenhum medo de Odin, e continuamente o pergunta de forma grosseira: "Bem, você quer saber mais?"; mas Odin insiste: se deve cumprir sua função como rei dos deuses, deve possuir todo o conhecimento. Uma vez que o Sybil revla os segredos de passado e de futura, cai para trás em forma de limbo: "Eu dissiparei agora".
O Passado
Basicamente, no início haviam dois mundos, um de névoa e um de fogo, que eram denominados respectivamente, Niflheim e Musphelheim, e entre esses dois mundos haviam "um grande vazio" chamado Ginungagap. Nesse grande vazio o fogo e a névoa se encontraram formando um enorme bloco de gelo. O fogo de Musphelheim era muito forte e eterno e o gelo foi derretendo até surgir a forma de um gigante primordial, Ymir, que dormiu durante muitas eras. O seu suor deu origem aos primeiros gigantes. E do gelo também surgiu vaca gigante, Audumbla, cujo o leito jorrava de suas tetas em forma de quatro grandes rios que alimentavam Ymir. A vaca lambeu o gelo e criou o primeiro deus, Buro, que foi pai de Borr, que por sua vez foi pai do primeiro Aesir, Odin, e seus irmãos, Vili e Ve. Entao os filhos de Borr, Odin, Honir/Vili e Loudur/Ve, destroçam o corpo de Ymir e , a partir deste, criaram o mundo. De seus ossos e dentes surgiram as rochas e as montanhas e de seu cérebro surgiram as nuvens.
O deuses regularam a passagem dos dias e das noites, assim como as estações. Os primeiros seres humanos eram Ask (carvalho) e Embla (olmo), que foram esculpidos em mandeira e trazidos à vida pelos deuses Odin, Vili e Ve. Sol era a deusa do sol, filha de Mundilfari e esposa de Glen. Todo dia, ela montava através do céu em sua carruagem puxada por dois cavalos nomeados Alsvid e Arvak. Esta passagem é conhecida como Aufrodul, que significa "glória dos elfos", que se tronou um Kenning comum para o sol. Sol era perseguida durante o dia por Skoll, um lobo que queria devorá-la. Os eclipses solares significavam que Skoll quase a capturava. Na mitologia, era fato que Skoll eventualmente conseguia capturar sol e a devorava; entretanto, a mesma era substituida por sua filha. O irmão de Sol, a lua, mani, era perseguido por Hati, um outro lobo. Na motologia nórdica, a terra era protegida do calor do sol por Svalin, que permanecia entra a terra e a estrela. Nas crenças nórdicas, o sol não fornecia luz, que emanava da juba de Alsvid e Arvak.
A Sybil descreve a enorme árvore que sustenta os nove mundos, Yggdrasil e as três Normas (símbolos femininos da fé inexorável, conhecidas como Urdar, Verdante e Skuld, que indicam o passado, a atualidade e o futuro), as quais tecem as linhas do destino. Descreve também a guerra inicial entre o Aesir e o Vanir e o assassinato de Balder. Então, o espirito gira sua atenção ao futuro.
O Futuro
A visão antiga dos nórdicos sobre o futuro é notavelmete sombria e pálida. No final, as forças do caos serão superiores em números e força as guardiões divinos e humanos da ordem. Loki e suas crianças monstruosas explodirão suas uniões; os mortos deixarão Niflheim para atacar a vida. Heimdall, guardião das divindades, convocará os deuses com o soar de sua trombeta de chifre. Se seguirá uma batalha final entre ordem e caos (Ragnarök), que os deuses perderão, como é seu destino. Os deuses, cientes de sua sina, recolherão os guerreiros mais finos, o Einherjar, para lutar em seu lado quando este dia vier. No entanto, no final, seus poderes serão pequenos para impedir que o mundo caia no caos onde ele se emergiu, e os deuses e seu mundo serão destruídos. Odin será engolido por Fenrir, o lobo. Mesmo assim, ainda haverá alguns sobreviventes, humanos e divinos, que povoarão um mundo novo, para começar um novo ciclo. Ou assim Sybil nos diz; os estudiosos ainda se dividem na interpretação das últimas estrofes e deixaram em dúvida se esta não foi uma adição atrasada ao mito por causa da influência cristã. Se a referência for anterior a cristianização, o mito do final tempos do Völuspá pode refletir uma tradição indo-européia que se deriva dos mitos do zoroastrismo persa. O zoroastrismo inspirou também os mitos de final de mundo do judaísmo e do cristianismo.
Influências Modernas
A mitologia nórdica influênciou diretamente em muito nos dias de hoje. podemos citar os dias da semana no inglês e no Alemão, como mostra a figura abaixo.
É claro que vemos claramente essa influência em desenhos animados (cavaleiros do zodiaco, a saga de Asgard, com uma certa mistura com mitologia grega), jogos (principalmente RPG, o mais famaso MMORPG do mundo RuneScape, Ragnarök...), em livros (toda a Terra Média do mestre John Ronald Reuel Tolkien, a saga Eragon e todas as suas sequencias escritas por Christopher Paolini baseado em J.R.R. Tolkien e na mitologia nórdica) e filmes, como por exemplo, os filmes baseados nos livros dos respectivos autores, dentre outros.
Eu nunca deixaria de citar essa influênica na música, o metal pesado "ganhou" uma vertente chamada Folk Metal, que serve para designar o metal com temática baseada em algum folclore ou lenda. Nesse caso chamamos de Viking Metal. eu poderia citar bandas Vikings por horas, então ai vai umas das principais e que eu particularmente gosto bastante: Bathory (inclusive essa é pioneira no estilo, formada em 1983 na Suécia), Ensiferum, Thyrfing, Enslaved e Amon Amarth (montanha da perdição, de JRR Tolkien, onde Sauron forjou o anel de poder e Frodo Bolseiro foi destrui-lo)
Bem galera, para os fãs da mitologia nórdica aqui tem um artigo bem resumido por mim, mas já da pra introdução sobre o tema.
Espero que gostem e comentem, valeu até mais...